Olá Amigos

O Blog Social e Cultural é um espaço virtual para aquelas pessoas que quiserem trocar e divulgar ideias de natureza social e cultural que possam ser de utilidade para os cidadãos.



Espero contar com a ajuda dos amigos, seja para publicar, editar, oferecer ou indicar materiais, seja para divulgar o Blog e seu conteúdo e, principalmente, para que também participem dos trabalhos voluntários que nos puserem à disposição.




Sejam Bem Vindos!

quinta-feira, 3 de setembro de 2026

Caso Master (Final): O Embate Explícito, o Duplo Fachin e o Risco Institucional

Encerro aqui a série sobre o Caso Master, mas não porque o caso acabou. Encerro porque, hoje, 03 de setembro de 2026, o que antes era reservado e dito por eufemismos tornou-se público, expresso e direto.

O Ministro Alexandre de Moraes pediu formalmente que o Ministro André Mendonça seja investigado no âmbito do Inquérito das Fake News (Inq. 4.781). Encaminhou ao Presidente do STF, Ministro Edson Fachin, para as providências que entender necessárias, determinou a retirada do sigilo e a notificação da PGR.

É um fato inédito e gravíssimo.


1. O que já alertamos e que se confirmou.

Nos textos 1 e 2 apontei três nulidades: a violação ao sistema acusatório com ato de ofício sem pedido da PGR, a retirada seletiva de sigilo e a incompetência para investigar autoridades com prerrogativa.

Hoje a PGR e o próprio Min. Moraes confirmam: há "fortes indícios" de abuso de autoridade, improbidade administrativa, crime de responsabilidade e usurpação das atribuições da Polícia Federal, com base em relatórios de inteligência da PF.

Aponta-se ainda condução irregular de colaborações premiadas, vedada a magistrados pela Lei 12.850/13, e direcionamento político com "flagrante perda de imparcialidade" para incluir alvos como o próprio Moraes e o Presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Há também relato de tentativa de afastar o Diretor-Geral da PF, Andrei Rodrigues, e de transformar o PGR Paulo Gonet em testemunha.

Tudo o que alertei como roteiro de Lava Jato 2 está na petição.


2. O duplo Fachin.

A partir de agora, como bem lembrou um amigo, o Min. Fachin terá como missão encontrar o equilíbrio para apaziguar a Corte e manter a institucionalidade. Abriu procedimento de ofício e deu 5 dias úteis para esclarecimentos de Moraes, Mendonça, Gonet e Andrei Rodrigues. É o Fachin Presidente, bombeiro institucional.

Mas não podemos olvidar: Fachin é lavajatista. Foi relator da Lava Jato no STF, de linha punitivista, defensor de MP e PF fortes. Ele terá que julgar um caso onde a acusação é justamente o excesso dessa força.

Se pender ao lavajatismo, minimizará como ativismo no combate à corrupção. Se pender ao institucionalismo, terá que reconhecer as nulidades absolutas que apontamos desde o início.

É a sinuca de bico do Presidente.


3. Conclusão de um jovem ancião institucionalista.

Tenho 62 anos e sou institucionalista. Acredito que minha proteção e a de minha família vêm de instituições fortes. Por isso me dói ver o STF exposto assim.

Quando o juiz vira investigador, quando o relator vira parte, o processo morre. Foi assim na Lava Jato e será assim no Caso Master se não for corrigido agora.

Não podemos normalizar a irregularidade, o abuso de poder, como a falsa alegação de punir, contudo, com isso, encobrindo o verdadeiro objetivo que é a proteção de seus apaniguados, plantando agora, ardilosamente, bombas que seraõ detonadas no final trejeto a ser percorrido.

O Min. André Mendonça planta bombas na forma de nulidades, que seráo por ele mesmo detonadas  caso algum protegido dele seja alcançado para uma punição criminal.

Melhor anular agora um ato ilegal, desarmar essas bombas, do que ver todo o esforço da Operação Compliance Zero - que apura suposto desvio de R$ 60 bilhões no Banco Master e que teve proposta de delação de Vorcaro rejeitada por insuficiente - ir para o lixo anos depois por nulidade.

Se o feminicídio é a morte do amor, como anteriormente escrevi, o abuso de poder é a morte da Justiça.

Que Fachin tenha sabedoria, encontre o equilíbrio e salvaguarde o interesse do nosso amado Brasil.


Sergio Luiz Teixeira Braz

Advogado

Por que a PGR pediu a anulação da investigação das mensagens Vorcaro-Moraes


No texto anterior apresentei a ementa. Como prometido, aprofundo agora com base nos fatos novos trazidos a público, inclusive sobre a manifestação da PGR.

1. A violação ao sistema acusatório e o abuso de poder.


O Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, defendeu a nulidade da investigação da Polícia Federal que encontrou as mensagens trocadas entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o Ministro Alexandre de Moraes.


Na manifestação, Gonet disse que o relator do caso, Ministro André Mendonça, investigou Moraes ilegalmente ao determinar o aprofundamento da investigação sobre o caso Master para esmiuçar as conversas envolvendo Moraes e o ex-banqueiro, sem pedido do Ministério Público e sem iniciativa da autoridade policial.


Como bem explica a doutrina, "a ordem dada à autoridade policial para investigar pessoas específicas, sem pedido do Ministério Público e sem iniciativa da autoridade policial, é nula, por exceder os limites de competência do magistrado na fase pré-processual".


É exatamente o que prega o art. 3º-A do CPP: sistema acusatório. Juiz que investiga de ofício vira parte. É nulidade absoluta. É o mesmo vício que fulminou a Lava Jato.


2. A incompetência originária e a ilegalidade apontada pela PF.


As citações aos nomes de Moraes e Gonet foram captadas pela PF a partir da quebra de sigilo do celular de Vorcaro, alvo da Operação Compliance Zero. Ocorre que eventual investigação contra Moraes deveria ser direcionada ao Presidente da Corte, Ministro Edson Fachin, que levaria o caso ao plenário, e não diretamente para execução da PF.


A Direção-Geral da Polícia Federal já havia apontado a ilegalidade da investigação de PGR sem autorização do Plenário. No entendimento do Procurador, o aprofundamento da apuração só poderia ocorrer após autorização do plenário da Corte.


Levar ao Plenário depois não sana o vício. Apenas o torna mais grave.


3. A retirada seletiva do sigilo e o roteiro da Lava Jato 2.


O sigilo do relatório de investigação foi retirado, mas de forma seletiva, expondo apenas as 52 mensagens Vorcaro-Moraes e o contrato de cerca de R$ 130 milhões. Por que não todo o contexto?


A retirada seletiva cria narrativa pública e contamina a prova. É o roteiro que já conhecemos.


Quem se beneficia dessa nulidade, mesmo sem tê-la provocado? A defesa de Vorcaro. Pelo princípio do favor rei, a nulidade absoluta beneficia a todos.


No próximo texto: o liame Flávio Bolsonaro-Vorcaro-Mendonça, o pedido de dinheiro para filme e o dever de declarar suspeição por foro íntimo, e por que tudo isso pode virar uma Lava Jato 2.


O material foi organizado com auxílio da Meta AI.


Sergio Luiz Teixeira Braz
Advogado

Caso Master, Mensagens e Plenário: o roteiro de uma Lava Jato 2?


Tenho 62 anos e me considero juridicamente idoso. Um jovem ancião, como brinco com meu oráculo de AI. Sou institucionalista: acredito que minha proteção e a de minha família vêm de instituições fortes e respeitadas. Por isso me sinto desconfortável tendo que analisar quem integra essas instituições, mais ainda ter que criticál-las, mas é necessário.


Acompanhei, como todos, o material que veio a público sobre o inquérito do Banco Master, de relatoria do Min. André Mendonça, inclusive o vídeo que trata da retirada de sigilo das 52 mensagens entre Daniel Vorcaro e o Min. Alexandre de Moraes e do contrato de cerca de R$ 130 milhões, e a ida do caso ao Plenário do STF.


Resolvi organizar minha análise em três colunas. Não para acusar ninguém de corrupção - é prematuro e corrupção não deixa recibo - mas para apontar nulidades que, se confirmadas, podem soterrar o caso.


Nesta série vou tratar:


Da violação ao sistema acusatório, com atos de ofício sem pedido da PGR, agora apontada pela própria PGR como abuso de poder;

Da retirada seletiva de sigilo e da ida ao Plenário como "caminho inevitável";

Da incompetência para investigar PGR e Ministro, classificada pela Direção da Polícia Federal como ilegal;

Do liame Flávio Bolsonaro-Vorcaro-Mendonça e do dever de declarar suspeição;

De por que a defesa de Vorcaro pode se beneficiar de uma nulidade que não provocou;

De por que tudo isso pode se tornar uma Lava Jato 2.

Esta é apenas a ementa. A análise técnica começa na próxima coluna.

No próximo texto apresentou uma análise mais detalhada e profunda, com elementos e visão jurídica.


Depois, apresentarei um comentário final sobre esse assunto.


O material foi desenvolvido e organizado com o auxílio da Meta AI.


Sergio Luiz Teixeira Braz

Advogado

sexta-feira, 24 de julho de 2026

 A morte do amor

Depois de cumprir um prazo judicial, fiz uma pausa para ler os jornais e me deparei com uma matéria do Correio Braziliense intitulada "Queda tímida nos feminicídios". A reportagem, publicada em 23 de junho de 2026, informa que, entre janeiro e junho deste ano, o Brasil registrou 741 vítimas de feminicídio.

Em um cálculo rápido, ainda que não matematicamente exato, isso corresponde a uma média de aproximadamente quatro feminicídios por dia, ou um a cada seis horas. Em outras palavras, desde o momento em que um trabalhador se levanta para trabalhar, por volta das seis da manhã, até o horário do almoço, por volta do meio-dia, uma mulher terá sido assassinada. Quando esse mesmo trabalhador deixar o serviço, por volta das dezoito horas, outra mulher terá sido morta. E, enquanto ele repousa durante a noite, entre dez da noite e seis da manhã, outras duas mulheres perderão a vida.

Em termos práticos, é dormir e acordar todos os dias sabendo que outras duas mulheres não acordarão.

Confesso que fiquei profundamente impactado. Embora eu atue há anos em processos envolvendo violência doméstica e familiar — inclusive tendo trabalhado em um caso de feminicídio (e, por cautela, registro que meu cliente era inocente) —, nunca havia parado para refletir sobre a dimensão desses números. Talvez porque eles normalmente apareçam apenas como estatísticas. Mas, ao ler a reportagem, percebi que cada um daqueles 741 casos tem um rosto, uma história, uma família, sonhos interrompidos. São pessoas. E essa constatação é uma pancada na consciência de toda a sociedade.

Cada feminicídio deixa filhos órfãos, pais enlutados, famílias despedaçadas e processos judiciais que jamais conseguirão devolver a vida de quem partiu.

Embora o Ministério da Justiça e Segurança Pública tenha informado que houve uma redução de 2,5% em relação ao mesmo período de 2025, falar em 741 mortes jamais pode transmitir qualquer sensação de alívio. Não se trata apenas de números, mas de vidas interrompidas e de pessoas arrancadas do convívio daqueles que as amavam.

O próprio Ministério informou que somente no primeiro trimestre de 2026 foram registradas 399 vítimas de feminicídio, o maior número já contabilizado para um primeiro trimestre desde o início da série histórica, equivalente à média de uma mulher assassinada a cada cinco horas e vinte e cinco minutos. Em 2025, o Brasil encerrou o ano com 1.530 feminicídios, o maior número já registrado, mantendo a média aproximada de quatro mulheres assassinadas por dia.

Não há como ignorar que vivemos uma grave crise de violência de gênero. Não se trata de epidemia ou pandemia, pois não estamos diante de uma doença, mas de um gravíssimo problema social que exige enfrentamento permanente.

O feminicídio deixou de ser apenas uma qualificadora do homicídio para tornar-se crime autônomo com a entrada em vigor da Lei nº 14.994/2024, cuja pena pode alcançar quarenta anos de reclusão.

Diante de tudo isso, fico pensando se há algo que nós, meros mortais, sem poder político e munidos apenas do ordenamento jurídico e da confiança nas instituições, podemos fazer para contribuir, ainda que modestamente, para a redução desses números.

A sociedade precisa agir para que essas mortes deixem de ser registradas apenas como estatísticas invisíveis. CAPS, escolas, serviços de assistência social, órgãos de proteção, centros de referência, universidades, entidades religiosas e todos aqueles que atuam na prevenção precisam investigar as causas da violência e desenvolver ações capazes de combatê-las.

É preciso impedir que o feminicídio aconteça.

O deferimento de medidas protetivas de urgência, a rapidez das investigações, a decretação da prisão preventiva quando cabível, a celeridade do processo penal e a aplicação de penas severas são providências indispensáveis. Contudo, todas elas atuam quando a violência já existe. São remédios necessários, mas remédios curativos.

A sociedade continuará precisando desses remédios. Entretanto, necessita, com igual urgência, de verdadeiras "vacinas" contra o feminicídio.

O feminicídio representa o ponto final de uma história carregada de tragédia. Shakespeare eternizou, em Romeu e Julieta, a ideia de um amor que termina na morte. Ali não há feminicídio, mas há uma poderosa metáfora: quando o amor desaparece, resta apenas a tragédia. Nos feminicídios, infelizmente, essa tragédia deixa de ser literatura para tornar-se realidade.

Da mesma forma que uma compra e venda pressupõe necessariamente alguém que vende e alguém que compra, o feminicídio também possui dois lados: alguém que mata e alguém que morre; alguém que será sepultado ou cremado e alguém que, muito provavelmente, será preso ou até perderá a própria vida. Trata-se de uma obviedade que, paradoxalmente, esconde tudo aquilo que realmente importa compreender.

O olhar da sociedade naturalmente repousa sobre a vítima — para lamentar sua perda — e sobre o autor — para responsabilizá-lo pelo crime. Isso é justo e necessário. Mas, se o objetivo for efetivamente reduzir os feminicídios, é preciso olhar além desses dois personagens.

É necessário compreender a relação que existia entre eles. Seja uma relação heterossexual, seja homoafetiva, importa compreender como ela se desenvolveu, em qual contexto social estava inserida e, sobretudo, quais sinais foram emitidos ao longo do tempo indicando tratar-se de uma relação profundamente disfuncional.

É preciso enxergar a mulher antes que ela seja transformada em vítima e o homem antes que ele se transforme em criminoso.

Não parece razoável imaginar que alguém, de forma absolutamente repentina e sem qualquer histórico de conflitos, resolva matar a pessoa com quem dividia a vida e, muitas vezes, constituiu uma família. Não estou com isso culpando a vítima e atenuando o ato criminoso.

Ciúme patológico, comportamento controlador, machismo, dependência emocional, crença da vítima de que a violência cessará, sensação de impunidade, uso abusivo de álcool e outras drogas, dependência financeira, vergonha de denunciar, desconhecimento dos próprios direitos e da rede de proteção, abandono familiar, medo de represálias contra os filhos, entre tantos outros fatores, constituem o terreno onde a violência doméstica germina e, em alguns casos, culmina no feminicídio.

O verdadeiro enfrentamento deve concentrar esforços principalmente sobre essas causas, e não apenas sobre aquele que acabou se transformando no autor de um crime bárbaro. Eliminando-se o ambiente propício à violência, reduz-se também a possibilidade de surgimento do agressor.

Em sua consagrada obra Os Quatro Gigantes da Alma, o Professor Emílio Mira y López identifica quatro grandes forças que movem o comportamento humano: o medo, a ira, o dever e o amor.

Em muitos casos de feminicídio, a família já havia morrido muito antes da morte física de alguém. O medo tornara-se cotidiano; o dever havia sido abandonado; a ira dominava a convivência; e o amor, lentamente, fora ferido de morte.

Talvez seja justamente aí que resida a verdadeira prevenção.

Proteger pessoas enquanto integrantes de suas famílias, fortalecer vínculos saudáveis, ensinar respeito, igualdade, autocontrole, diálogo e responsabilidade afetiva talvez seja a forma mais eficaz de impedir que o amor termine na morte.

Se o feminicídio representa a morte do amor, somente o amor pode impedir o nascimento do feminicídio.

Ele é o único anticorpo capaz de proteger as famílias e a sociedade dessa tragédia.

Sergio Luiz Teixeira Braz

Advogado


domingo, 10 de maio de 2026

Deixa a vida levar, leve eu, leve você, leve nós,... ...todos no mesmo barco.

Normalmente, quando pensamos ou falamos sobre sociedade, comunidade ou simplesmente utilizamos uma palavra que se refira a um contexto de coletividade, esse pensamento ou palavra nos conduz aos sujeitos responsáveis, assim, automaticamente colocamos o Estado, um órgão público ou um agente político como o sujeito protagonista,  seja para o bem, dessa forma concedendo a ele os aplausos, ou seja para o mal, nesse caso, acredito de maior incidência, jogando sobre ele a responsabilidade, muitas imprecações e considerado-o mau, um mau ou a personificação do mau. Enfim, colocamos o Poder Publico, seus órgãos e seus agentes em algum momento como heróis e em muitos outros como bandidos.

Entretanto, acontece que nos olvidamos de pensar e inserir nesse contexto de coletividade não apenas a iniciativa privada, tanto como conjunto, vale dizer, assim considerada como conjunto de pesosas físicas ou jurídicas, seja pertecente a um segmento (v. g. , comércio e indústria,) com o um grupo (v.  g., empresas, associações civis, clubes, entre outros) ou como individualidades (celebridades, filantropos, pessoas físicas comuns).


Particularmente sou simpático à utilização de parceria público-privada, contudo, por não ter amplo conhecimento acerca da forma como ela é praticada, seus requisitos legais e outros aspectos atinentes, não posso me declarar apaixonado por esse modelo. Assim sendo, temos um exemplo de como a ignorância pode impedir o nascimento de uma paixão e o florescimento de um amor. Culpa minha, só minha.


Pois bem, essa reflexão sobre público e privado, sua importâncias, a necessidade de conexão entre eles e todo o mais sobre esses aspectos não me vieram à mente do nada ou ao acaso, na verdade, essa situação me veio como uma inspiração provocada por duas matérias publicadas no jornal Hora do Rio de Janeiro.


A primeira matéria é sobre a doação de cães e de gatos na cidade de Nova Iguaçu. O primeiro passar de olhos sobre a matéria me lembrou que recentemente foi feito um evento semelhante, de menor proporção, no Shopping Bourbon Teresópolis, que na verdade é localizado no final da avenida Aparício Borges. Nesse mesmo instante me recordei que o pequenino evento foi feito em Terras Pampeanas por uma associação protetora de animais e imediatamente vi que o evento feito no Estado do Rio de Janeiro foi promovido pela Prefeitura de Nova Iguaçu. Aqui privado e lá público.


Em Porto Alegre,pelo que se drepreende do evento, uma proposta de doações mais humilde, parece-me que feita com poucos recursos privados, aparentemente sem recursos e apoio do Setor Público. Já em Nova Iguaçu, aparentemente doações proposta exclusivamente pelo Setor Público.


Dispensando maiores reflexões, deve-se admitir que a união dos setores interessados, privados e públicos, podem promover uma ação social mais ampla, com maior alcance e, possivelmente, com mais, maiores e melhores resultados, que, ao mesmo tempo, podem produzir impostantes efeitos pedagógicos, na medida em que não apenas tornaria pública a necessidade de consciência para proteção desses pobres animaizinhos desamparados, mas, também, podem dispertar no coração das pessoas a vontade de participar de alguma forma, não somente adotando, quiçá estimulando outras pessoas a fazê-lo, ainda, caso não tenha ou não possa participar adotando, promovendo a consciência social sobre o tema.


A outra matéria dá conta que o Instituto Zeca Pagodinho promove ação com o CIEE, em Xerém, para orientação e encaminhamento de jovens ao trabalho.


A matéria informa a realização de cadastramento em vagas de jovem aprendiz, estágios e para cursos gratuitos fe formação profissional.


Essa proposta demonstra que instituições privadas podem fazer muito pelas comunidades, como Zeca Pagodinho faz pela comunidade de Xerém, da qual ele pertence.


Cada ação social como essas (doação e proposta de emprego) possuem importante efeito pedagógico, estimulando outras pessoas a se engajarem em novas ações sociais, que acabam potencializando a criação de tantas outras, fazendo surgir e mangtendo um círculo virtuoso.


Pelo visto, Zeca Pagodinho não deixou simplesmente a vida levar, levou eu, bem como pode levar você e muitos outros para a prática de boas ações e, principalmente, para a construção de uma Sociedade mais justa, igualitária e livre de preconceitos, como determina nossa Constituição Federal.


Sergio Luiz Teixeira Braz

09/05/2026



Instituto Zeca Pagodinho


https://www.facebook.com/InstitutoZecaPagodinho


Zeca Pagodinho no Instagram


https://www.youtube.com/user/InstitutoZeca





quarta-feira, 5 de novembro de 2025

Sucesso - por Nizan Guanaes

 Dizem que conselho só se dá a quem pede. E, se vocês me convidaram para paraninfo, estou tentado a acreditar que tenho sua licença para dar alguns.

Portanto, apesar da minha pouca autoridade para dar conselhos a quem quer que seja, aqui vão alguns, que julgo valiosos.
Não paute sua vida, nem sua carreira, pelo dinheiro. Ame seu ofício com todo o coração. Persiga fazer o melhor. Seja fascinado pelo realizar, que o dinheiro virá como conseqüência. Quem pensa só em dinheiro não consegue sequer ser um grande bandido, nem um grande canalha.
Napoleão não invadiu a Europa por dinheiro. Hitler não matou 6 milhões de judeus por dinheiro. Michelangelo não passou 16 anos pintando a Capela Sistina por dinheiro. E, geralmente, os que só pensam nele não o ganham porque são incapazes de sonhar. E tudo que fica pronto na vida foi construído antes, na alma.
A propósito disso, lembro-me de uma passagem extraordinária, que descreve o diálogo entre uma freira americana cuidando de leprosos no Pacífico e um milionário texano. O milionário, vendo-a tratar daqueles leprosos, disse:
- Freira, eu não faria isso por dinheiro nenhum no mundo.
E ela responde:
- Eu também não, meu filho.
Não estou fazendo com isso nenhuma apologia à pobreza, muito pelo contrário. Digo apenas que pensar em realizar tem trazido mais fortuna do que pensar em fortuna.
Meu segundo conselho: pense no seu País. Porque, principalmente hoje,pensar em todos é a melhor maneira de pensar em si.
Afinal é difícil viver numa nação onde a maioria morre de fome e a minoria morre de medo. O caos político gera uma queda de padrão de vida generalizada. Os pobres vivem como bichos, e uma elite brega, sem cultura e sem refinamento, não chega a viver como homens. Roubam, mas vivem uma vida digna de Odorico Paraguassu. Que era ficção, mas hoje é realidade, na pessoa de Geraldo Bulhões, Denilma e Rosângela, sua concubina.
Meu terceiro conselho vem diretamente da Bíblia: seja quente ou seja frio, não seja morno que eu te vomito. É exatamente isso que está escrito na carta de Laudiceia: seja quente ou seja frio, não seja morno que eu te vomito. É preferível o erro à omissão. O fracasso, ao tédio. O escândalo, ao vazio.
Porque já vi grandes livros e filmes sobre a tristeza, a tragédia, o fracasso. Mas ninguém narra o ócio, a acomodação, o não fazer, o remanso.
Colabore com seu biógrafo. Faça, erre, tente, falhe, lute. Mas, por favor, não jogue fora, se acomodando, a extraordinária oportunidade de ter vivido.
Tendo consciência de que, cada homem foi feito para fazer história. Que todo homem é um milagre e traz em si uma revolução.
Que é mais do que sexo ou dinheiro. Você foi criado, para construir pirâmides e versos, descobrir continentes e mundos, e caminhar sempre, com um saco de interrogações na mão e uma caixa de possibilidades na outra.
Não use Rider, não dê férias a seus pés. Não se sente e passe a ser analista da vida alheia, espectador do mundo, comentarista do cotidiano, dessas pessoas que vivem a dizer: "eu não disse!";, "eu sabia!" Toda família tem um tio batalhador e bem de vida. E, durante o almoço de domingo, tem que agüentar aquele outro tio muito inteligente e fracassado contar tudo que ele faria, se fizesse alguma coisa.
Chega dos poetas não publicados! Empresários de mesa de bar.
Pessoas que fazem coisas fantásticas toda sexta de noite, todo sábado e domingo, mas que na segunda não sabem concretizar o que falam.
Porque não sabem ansiar, não sabem perder a pose, porque não sabem recomeçar.
Porque não sabem trabalhar.
Eu digo: trabalhem, trabalhem, trabalhem. De 8 às 12, de 12 às 8 e mais se for preciso. Trabalho não mata. Ocupa o tempo. Evita o ócio, que é a morada do demônio, e constrói prodígios.
O Brasil, este país de malandros e espertos, dá vantagem em tudo, tem muito que aprender com aqueles trouxas dos japoneses.
Porque aqueles trouxas japoneses que trabalham de sol a sol construíram, em menos de 50 anos, a 2ª maior megapotência do planeta. Enquanto nós, os espertos, construímos uma das maiores impotências do trabalho.
Trabalhe! Muitos de seus colegas dirão que você está perdendo sua vida, porque você vai trabalhar enquanto eles veraneiam. Porque você vai trabalhar, enquanto eles vão ao mesmo bar da semana anterior, conversar as mesmas conversas, mas o tempo, que é mesmo o senhor da razão, vai bendizer o fruto do seu esforço, e só o trabalho lhe leva a conhecer pessoas e mundos que os acomodados não conhecerão. E isso se chama sucesso."

sexta-feira, 31 de outubro de 2025

FALANDO DOS HOMENS (texto de Fernanda Montenegro)

O texto de Fernanda Montenegro, de 2017, continua atual.

FALANDO DOS HOMENS (texto de Fernanda Montenegro)

José Moreira
Perfumes Ceara

Minha Amiga, se Você acha que Homem dá muito trabalho, case-se com uma Mulher e aí Você vai ver o que é Mau Humor!

O modo de vida, os novos costumes e o desrespeito à natureza tem afetado a sobrevivência de vários seres e entre os mais ameaçados está o macho da espécie humana.

Tive apenas 1 exemplar em casa, que mantive com muito zelo e dedicação num casamento que durou 56 anos de muito amor e companheirismo, (1952-2008) mas, na verdade, acredito que era ele quem também me mantinha firme no relacionamento.

Portanto, por uma questão de auto sobrevivência, lanço a campanha 'Salvem os Homens!'

Tomem aqui os meus poucos conhecimentos em fisiologia da masculinidade a fim de se preservar os raros e preciosos exemplares que ainda restam.

1. Habitat.

Homem não pode ser mantido em cativeiro. Se for engaiolado, fugirá ou morrerá por dentro. Não há corrente que os prenda e os que se submetem à jaula perdem o seu DNA. Você jamais terá a posse ou a propriedade de um homem, o que vai prendê-lo a você é uma linha frágil que precisa ser reforçada, diariamente, com dedicação, atenção, carinho e amor.

2. Alimentação correta.

Ninguém vive de vento. Homem vive de carinho, comida e bebida. Dê-lhe em abundância. É coisa de homem, sim, e se ele não receber de você vai pegar de outra. Beijos matinais e um 'eu te amo’ no café da manhã os mantém viçosos, felizes e realizados durante todo o dia. Um abraço diário é como a água para as samambaias. Não o deixe desidratar. Pelo menos uma vez por mês é necessário, senão obrigatório, servir um prato especial. Portanto, não se faça de dondoca preguiçosa e fresca. Homem não gosta disso. Ele precisa de companheira autêntica, forte e resolutiva.

3. Carinho.

Também faz parte de seu cardápio – homem mal tratado fica vulnerável a rapidamente interessar-se na rua por quem o trata melhor. Se você quer ter a fidelidade e dedicação de um companheiro completo, trate-o muito bem, caso contrário, outra o fará e você só saberá quando não houver mais volta.

4. Respeite a natureza.

Você não suporta trabalho em casa? Cerveja? Futebol? Pescaria? Amigos? Liberdade? Carros? Case-se com uma Mulher.

Homens são folgados. Desarrumam tudo. São durões. Não gostam de telefones. Odeiam discutir a relação. Odeiam shoppings. Enfim, se quiser viver com um homem, prepare-se para isso.

5. Não anule sua origem.

O homem sempre foi o macho provedor da família, portanto é típico valorizar negócios, trabalho, dinheiro, finanças, investimentos, empreendimentos. Entenda tudo isso e apoie.

6. Cérebro masculino não é um mito.

Por insegurança, a maioria dos homens prefere não acreditar na existência do cérebro feminino. Por isso, procuram aquelas que fingem não possuí-lo (e algumas realmente não possuem! Também, 7 bilhões de neurônios a menos!).

Então, aguente mais essa: mulher sem cérebro não é mulher, mas um mero objeto de decoração.

Se você se cansou de colecionar amigos gays e homossexuais delicados, tente se relacionar com um homem de verdade.

Alguns vão lhe mostrar que têm mais massa cinzenta do que você. Não fuja desses, aprenda com eles e cresça. E não se preocupe, ao contrário do que ocorre com as mulheres, a inteligência não funciona como repelente para os homens.

7. Não faça sombra sobre ele.

Se você quiser ser uma grande mulher tenha um grande homem ao seu lado, nunca atrás. Assim, quando ele brilhar, você vai pegar um bronzeado. Porém, se ele estiver atrás, você vai levar um pé-na-bunda.

Aceite: homens também têm luz própria e não dependem de nós para brilhar. A mulher sábia alimenta os potenciais do parceiro e os utiliza para motivar os próprios. Ela sabe que, preservando e cultivando o seu homem, estará salvando a si mesma.

E, Minha Amiga, se Você acha que Homem dá muito trabalho, case-se com uma Mulher e aí Você vai ver o que é Mau Humor!

Só tem homem bom quem sabe fazê-lo ser bom! Eu fiz a minha parte, por isso meu casamento foi muito bom e consegui fazer o Fernando muito feliz até o último momento de um enfisema que o levou de mim. Eu fui uma grande mulher ao lado dele, sempre.

PENSAMENTOS

"O tempo pode apagar lembranças de um rosto, um corpo, mas jamais apagará lembranças de Pessoas que souberam fazer de pequenos instantes, grandes momentos."

Quem conhece a felicidade não consegue mais aceitar humildemente a tristeza!

Comente e partilhe.

Visite meu site www.perfumesceara.com

quinta-feira, 30 de outubro de 2025

Destino

Dizem que por trás de grandes feitos há sempre grandes homens e grandes motivações. Foi assim com o avião, a invenção da penicilina, a corrida espacial, a cerveja a pizza e o controle remoto, essas sim as três, maiores invenções da humanidade.

Em certos períodos históricos, episódicos e de uma teatralidade tamanha, que contracenam heróis e anti-heróis, bem e mal, Ying & Yang, e tudo mais que vã filosofia regada pelo féu do dissabor comporta, é que o homem se descobre como homem, como deus de sua razão, satânico pela indiferença e santificado por seu legado.

A história conhece milhões deles a cada dia, anônimos na multidão, até que entra em cena um cara irônico, às vezes cruel, mas sábio como a mais imponente acrópole, chamado Destino.

Reflexão de 28 de setembro de 2012.


Até quando? - Juremir Machado da Silva

 

Comentário do Juremir Machado da Silva no Correio do Povo

Porto Alegre, 26 de Setembro de 2012

Até quando vamos endeusar a revolução farroupilha?

Postado por Juremir em 25 de setembro de 2012 – História

Até quando?

 

Todo os anos eu me pergunto: até quando?

Sim, até quando teremos de mentir ou omitir para não incomodar os poderosos individuais ou coletivos? Até quando teremos que tapar o sol com a peneira para não ferir as suscetibilidades dos que homenageiam anualmente uma “revolução” que desconhecem?

Até quando teremos de aliviar as críticas para não ofender os que, por não terem estudado História, acreditam que os farroupilhas foram idealistas, abolicionistas e republicanos desde sempre?

Até quando teremos de fazer de conta que há dúvidas consistentes sobre a terrível traição aos negros em Porongos?

Até quando teremos de justificar o horror com o argumento simplório de que eram os valores da época? Valores da traição, do escravismo, da infâmia?

Até quando fingiremos não saber que outros líderes – La Fayette, Bolívar, Rivera – outros países – Uruguai, Argentina, Chile, Bolívia – e outras rebeliões brasileiras – A Balaiada, no Maranhão, por exemplo – foram mais progressistas e, contrariando “valores” da época, ousaram ir aonde os farroupilhas não foram por impossibilidade ideológica?

Até quando a mídia terá de adular o conservadorismo e a ignorância para fidelizar sua “audiência”? Até quando deixaremos de falar que milhões de homens sempre souberam da infâmia da escravidão? Os escravos.

Até quando minimizaremos o fato de que a Farroupilha, com seu lema de “liberdade, igualdade e humanidade”, vendeu negros para se financiar? Até quando deixaremos de enfatizar que os farrapos prometiam liberdade aos negros dos adversários, mas não libertaram os seus?

Até quando daremos pouca importância ao fato de que a Constituição farroupilha não previa a libertação dos escravos?

Até quando deixaremos de contar em todas as escolas que Bento Gonçalves ao morrer, apenas dois anos depois do fim da guerra civil, deixou mais de 50 escravos aos seus herdeiros? Até
quando?

Até quando? Até quando adularemos os admiradores de um passado que não existiu somente porque as pessoas precisam de mitos e de razões para passar o tempo, reunir-se e vibrar em comum?

Até quando os folcloristas sufocarão os historiadores?

Até quando o mito falará mais alto do que a História? Até quando não se dirá nos jornais que os farroupilhas foram indenizados pelo Império com verbas secretas? Que brigaram pelo dinheiro? Que houve muita corrupção? Que Bento Gonçalves e Neto não eram republicanos quando começaram a rebelião? Que houve degola, sequestros, apropriação de bens alheios, execuções sumárias, saques, desvio de dinheiro, estupros, divisões internas por causa de tudo isso e processos judiciais?

Até quando, em nome de uma mitologia da identidade, teremos medo de desafiar os cultivadores da ilusão? Até quando historiadores como Décio Freitas, Mário Maestri, Sandra Pesavento, Tau Golin, Jorge Eusébio Assumpção, Spencer Leitman e tantos outros serão marginalizados?

Até quando nossas crianças serão doutrinadas com cartilhas contando só meias verdades?

Até quando a rebelião dos proprietários será apresentada como uma revolução de todos?

Até quando mentiremos para nós mesmos?

Até quando precisaremos nos alimentar dessa ilusão?

Até quando viveremos assim?

https://www.geledes.org.br/ate-quando-vamos-endeusar-a-revolucao-farroupilha/

terça-feira, 2 de junho de 2020

Absolvido pela Ciência


A cada dia que passa me convenço que de fato não existe nada mais sábio do que a ciência.
Hoje pela manhã tirei sem querer o fio do carregador do celular que estava carregando a bateria e no estilo Samuel L. Jackson mandei logo um impensável e desnecessário motherfucker. Imediatamente fiquei me indagando, puxa quem poderia ter se sentido ofendido? Pois bem, me sentindo meio desconcertado comigo mesmo em seguida abro uma matéria da Superinteressante que serve de lenitivo ao meu destempero e, ao mesmo tempo, servirá de justificativa plausível para todos meus futuros motherfucker ou outros palavrões equivalentes. O título da matéria da Super, Xingar em voz alta, de fato, diminui a dor, por si só já explica em quase tudo meu álibi. Melhor ainda porque o subtítulo consigna expressamente: E não adianta usar qualquer palavra. Um estudo mostrou que palavrões mais pesados provocam mais alívio do que outros mais “leves”. Ainda que há muito tempo seja um assinante da Superinteressante não me recordo de outra matéria elaborada por Maria Clara Rossini, mas confesso que tenho vontade de agradecer a ela e a Alexandre Versignassi, Diretor de Redação.
O único detalhe que não gostei muito é a ressalva feita com relação à frequência, pois a matéria registra expressamente que: “A frequência com que se fala palavrão também influencia a percepção de dor: quem não costuma xingar percebe um aumento de tolerância a dor nesses testes, em comparação a quem tem a boca suja.” Em suma, somente alguns palavrões poderão ser justificados.
Agora me vem à mente uma indagação: se a utilização de palavrões serve para aliviar a pessoa, que mal estava afligindo tanto o Bolsonaro para ele utilizar tantos palavrões na reunião ministerial?
Pqp, deve ser muita merda!
(acabo de esgotar meu limite diário de palavras de baixo calão, ah tá, foda-se! Compensarei amanhã).
Por fim, viva a ciência!
A matéria da Superinteressante pode ser lida no seguinte endereço: