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quarta-feira, 5 de novembro de 2025

Sucesso - por Nizan Guanaes

 Dizem que conselho só se dá a quem pede. E, se vocês me convidaram para paraninfo, estou tentado a acreditar que tenho sua licença para dar alguns.

Portanto, apesar da minha pouca autoridade para dar conselhos a quem quer que seja, aqui vão alguns, que julgo valiosos.
Não paute sua vida, nem sua carreira, pelo dinheiro. Ame seu ofício com todo o coração. Persiga fazer o melhor. Seja fascinado pelo realizar, que o dinheiro virá como conseqüência. Quem pensa só em dinheiro não consegue sequer ser um grande bandido, nem um grande canalha.
Napoleão não invadiu a Europa por dinheiro. Hitler não matou 6 milhões de judeus por dinheiro. Michelangelo não passou 16 anos pintando a Capela Sistina por dinheiro. E, geralmente, os que só pensam nele não o ganham porque são incapazes de sonhar. E tudo que fica pronto na vida foi construído antes, na alma.
A propósito disso, lembro-me de uma passagem extraordinária, que descreve o diálogo entre uma freira americana cuidando de leprosos no Pacífico e um milionário texano. O milionário, vendo-a tratar daqueles leprosos, disse:
- Freira, eu não faria isso por dinheiro nenhum no mundo.
E ela responde:
- Eu também não, meu filho.
Não estou fazendo com isso nenhuma apologia à pobreza, muito pelo contrário. Digo apenas que pensar em realizar tem trazido mais fortuna do que pensar em fortuna.
Meu segundo conselho: pense no seu País. Porque, principalmente hoje,pensar em todos é a melhor maneira de pensar em si.
Afinal é difícil viver numa nação onde a maioria morre de fome e a minoria morre de medo. O caos político gera uma queda de padrão de vida generalizada. Os pobres vivem como bichos, e uma elite brega, sem cultura e sem refinamento, não chega a viver como homens. Roubam, mas vivem uma vida digna de Odorico Paraguassu. Que era ficção, mas hoje é realidade, na pessoa de Geraldo Bulhões, Denilma e Rosângela, sua concubina.
Meu terceiro conselho vem diretamente da Bíblia: seja quente ou seja frio, não seja morno que eu te vomito. É exatamente isso que está escrito na carta de Laudiceia: seja quente ou seja frio, não seja morno que eu te vomito. É preferível o erro à omissão. O fracasso, ao tédio. O escândalo, ao vazio.
Porque já vi grandes livros e filmes sobre a tristeza, a tragédia, o fracasso. Mas ninguém narra o ócio, a acomodação, o não fazer, o remanso.
Colabore com seu biógrafo. Faça, erre, tente, falhe, lute. Mas, por favor, não jogue fora, se acomodando, a extraordinária oportunidade de ter vivido.
Tendo consciência de que, cada homem foi feito para fazer história. Que todo homem é um milagre e traz em si uma revolução.
Que é mais do que sexo ou dinheiro. Você foi criado, para construir pirâmides e versos, descobrir continentes e mundos, e caminhar sempre, com um saco de interrogações na mão e uma caixa de possibilidades na outra.
Não use Rider, não dê férias a seus pés. Não se sente e passe a ser analista da vida alheia, espectador do mundo, comentarista do cotidiano, dessas pessoas que vivem a dizer: "eu não disse!";, "eu sabia!" Toda família tem um tio batalhador e bem de vida. E, durante o almoço de domingo, tem que agüentar aquele outro tio muito inteligente e fracassado contar tudo que ele faria, se fizesse alguma coisa.
Chega dos poetas não publicados! Empresários de mesa de bar.
Pessoas que fazem coisas fantásticas toda sexta de noite, todo sábado e domingo, mas que na segunda não sabem concretizar o que falam.
Porque não sabem ansiar, não sabem perder a pose, porque não sabem recomeçar.
Porque não sabem trabalhar.
Eu digo: trabalhem, trabalhem, trabalhem. De 8 às 12, de 12 às 8 e mais se for preciso. Trabalho não mata. Ocupa o tempo. Evita o ócio, que é a morada do demônio, e constrói prodígios.
O Brasil, este país de malandros e espertos, dá vantagem em tudo, tem muito que aprender com aqueles trouxas dos japoneses.
Porque aqueles trouxas japoneses que trabalham de sol a sol construíram, em menos de 50 anos, a 2ª maior megapotência do planeta. Enquanto nós, os espertos, construímos uma das maiores impotências do trabalho.
Trabalhe! Muitos de seus colegas dirão que você está perdendo sua vida, porque você vai trabalhar enquanto eles veraneiam. Porque você vai trabalhar, enquanto eles vão ao mesmo bar da semana anterior, conversar as mesmas conversas, mas o tempo, que é mesmo o senhor da razão, vai bendizer o fruto do seu esforço, e só o trabalho lhe leva a conhecer pessoas e mundos que os acomodados não conhecerão. E isso se chama sucesso."

sexta-feira, 31 de outubro de 2025

FALANDO DOS HOMENS (texto de Fernanda Montenegro)

O texto de Fernanda Montenegro, de 2017, continua atual.

FALANDO DOS HOMENS (texto de Fernanda Montenegro)

José Moreira
Perfumes Ceara

Minha Amiga, se Você acha que Homem dá muito trabalho, case-se com uma Mulher e aí Você vai ver o que é Mau Humor!

O modo de vida, os novos costumes e o desrespeito à natureza tem afetado a sobrevivência de vários seres e entre os mais ameaçados está o macho da espécie humana.

Tive apenas 1 exemplar em casa, que mantive com muito zelo e dedicação num casamento que durou 56 anos de muito amor e companheirismo, (1952-2008) mas, na verdade, acredito que era ele quem também me mantinha firme no relacionamento.

Portanto, por uma questão de auto sobrevivência, lanço a campanha 'Salvem os Homens!'

Tomem aqui os meus poucos conhecimentos em fisiologia da masculinidade a fim de se preservar os raros e preciosos exemplares que ainda restam.

1. Habitat.

Homem não pode ser mantido em cativeiro. Se for engaiolado, fugirá ou morrerá por dentro. Não há corrente que os prenda e os que se submetem à jaula perdem o seu DNA. Você jamais terá a posse ou a propriedade de um homem, o que vai prendê-lo a você é uma linha frágil que precisa ser reforçada, diariamente, com dedicação, atenção, carinho e amor.

2. Alimentação correta.

Ninguém vive de vento. Homem vive de carinho, comida e bebida. Dê-lhe em abundância. É coisa de homem, sim, e se ele não receber de você vai pegar de outra. Beijos matinais e um 'eu te amo’ no café da manhã os mantém viçosos, felizes e realizados durante todo o dia. Um abraço diário é como a água para as samambaias. Não o deixe desidratar. Pelo menos uma vez por mês é necessário, senão obrigatório, servir um prato especial. Portanto, não se faça de dondoca preguiçosa e fresca. Homem não gosta disso. Ele precisa de companheira autêntica, forte e resolutiva.

3. Carinho.

Também faz parte de seu cardápio – homem mal tratado fica vulnerável a rapidamente interessar-se na rua por quem o trata melhor. Se você quer ter a fidelidade e dedicação de um companheiro completo, trate-o muito bem, caso contrário, outra o fará e você só saberá quando não houver mais volta.

4. Respeite a natureza.

Você não suporta trabalho em casa? Cerveja? Futebol? Pescaria? Amigos? Liberdade? Carros? Case-se com uma Mulher.

Homens são folgados. Desarrumam tudo. São durões. Não gostam de telefones. Odeiam discutir a relação. Odeiam shoppings. Enfim, se quiser viver com um homem, prepare-se para isso.

5. Não anule sua origem.

O homem sempre foi o macho provedor da família, portanto é típico valorizar negócios, trabalho, dinheiro, finanças, investimentos, empreendimentos. Entenda tudo isso e apoie.

6. Cérebro masculino não é um mito.

Por insegurança, a maioria dos homens prefere não acreditar na existência do cérebro feminino. Por isso, procuram aquelas que fingem não possuí-lo (e algumas realmente não possuem! Também, 7 bilhões de neurônios a menos!).

Então, aguente mais essa: mulher sem cérebro não é mulher, mas um mero objeto de decoração.

Se você se cansou de colecionar amigos gays e homossexuais delicados, tente se relacionar com um homem de verdade.

Alguns vão lhe mostrar que têm mais massa cinzenta do que você. Não fuja desses, aprenda com eles e cresça. E não se preocupe, ao contrário do que ocorre com as mulheres, a inteligência não funciona como repelente para os homens.

7. Não faça sombra sobre ele.

Se você quiser ser uma grande mulher tenha um grande homem ao seu lado, nunca atrás. Assim, quando ele brilhar, você vai pegar um bronzeado. Porém, se ele estiver atrás, você vai levar um pé-na-bunda.

Aceite: homens também têm luz própria e não dependem de nós para brilhar. A mulher sábia alimenta os potenciais do parceiro e os utiliza para motivar os próprios. Ela sabe que, preservando e cultivando o seu homem, estará salvando a si mesma.

E, Minha Amiga, se Você acha que Homem dá muito trabalho, case-se com uma Mulher e aí Você vai ver o que é Mau Humor!

Só tem homem bom quem sabe fazê-lo ser bom! Eu fiz a minha parte, por isso meu casamento foi muito bom e consegui fazer o Fernando muito feliz até o último momento de um enfisema que o levou de mim. Eu fui uma grande mulher ao lado dele, sempre.

PENSAMENTOS

"O tempo pode apagar lembranças de um rosto, um corpo, mas jamais apagará lembranças de Pessoas que souberam fazer de pequenos instantes, grandes momentos."

Quem conhece a felicidade não consegue mais aceitar humildemente a tristeza!

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Visite meu site www.perfumesceara.com

quinta-feira, 30 de outubro de 2025

Destino

Dizem que por trás de grandes feitos há sempre grandes homens e grandes motivações. Foi assim com o avião, a invenção da penicilina, a corrida espacial, a cerveja a pizza e o controle remoto, essas sim as três, maiores invenções da humanidade.

Em certos períodos históricos, episódicos e de uma teatralidade tamanha, que contracenam heróis e anti-heróis, bem e mal, Ying & Yang, e tudo mais que vã filosofia regada pelo féu do dissabor comporta, é que o homem se descobre como homem, como deus de sua razão, satânico pela indiferença e santificado por seu legado.

A história conhece milhões deles a cada dia, anônimos na multidão, até que entra em cena um cara irônico, às vezes cruel, mas sábio como a mais imponente acrópole, chamado Destino.

Reflexão de 28 de setembro de 2012.


Até quando? - Juremir Machado da Silva

 

Comentário do Juremir Machado da Silva no Correio do Povo

Porto Alegre, 26 de Setembro de 2012

Até quando vamos endeusar a revolução farroupilha?

Postado por Juremir em 25 de setembro de 2012 – História

Até quando?

 

Todo os anos eu me pergunto: até quando?

Sim, até quando teremos de mentir ou omitir para não incomodar os poderosos individuais ou coletivos? Até quando teremos que tapar o sol com a peneira para não ferir as suscetibilidades dos que homenageiam anualmente uma “revolução” que desconhecem?

Até quando teremos de aliviar as críticas para não ofender os que, por não terem estudado História, acreditam que os farroupilhas foram idealistas, abolicionistas e republicanos desde sempre?

Até quando teremos de fazer de conta que há dúvidas consistentes sobre a terrível traição aos negros em Porongos?

Até quando teremos de justificar o horror com o argumento simplório de que eram os valores da época? Valores da traição, do escravismo, da infâmia?

Até quando fingiremos não saber que outros líderes – La Fayette, Bolívar, Rivera – outros países – Uruguai, Argentina, Chile, Bolívia – e outras rebeliões brasileiras – A Balaiada, no Maranhão, por exemplo – foram mais progressistas e, contrariando “valores” da época, ousaram ir aonde os farroupilhas não foram por impossibilidade ideológica?

Até quando a mídia terá de adular o conservadorismo e a ignorância para fidelizar sua “audiência”? Até quando deixaremos de falar que milhões de homens sempre souberam da infâmia da escravidão? Os escravos.

Até quando minimizaremos o fato de que a Farroupilha, com seu lema de “liberdade, igualdade e humanidade”, vendeu negros para se financiar? Até quando deixaremos de enfatizar que os farrapos prometiam liberdade aos negros dos adversários, mas não libertaram os seus?

Até quando daremos pouca importância ao fato de que a Constituição farroupilha não previa a libertação dos escravos?

Até quando deixaremos de contar em todas as escolas que Bento Gonçalves ao morrer, apenas dois anos depois do fim da guerra civil, deixou mais de 50 escravos aos seus herdeiros? Até
quando?

Até quando? Até quando adularemos os admiradores de um passado que não existiu somente porque as pessoas precisam de mitos e de razões para passar o tempo, reunir-se e vibrar em comum?

Até quando os folcloristas sufocarão os historiadores?

Até quando o mito falará mais alto do que a História? Até quando não se dirá nos jornais que os farroupilhas foram indenizados pelo Império com verbas secretas? Que brigaram pelo dinheiro? Que houve muita corrupção? Que Bento Gonçalves e Neto não eram republicanos quando começaram a rebelião? Que houve degola, sequestros, apropriação de bens alheios, execuções sumárias, saques, desvio de dinheiro, estupros, divisões internas por causa de tudo isso e processos judiciais?

Até quando, em nome de uma mitologia da identidade, teremos medo de desafiar os cultivadores da ilusão? Até quando historiadores como Décio Freitas, Mário Maestri, Sandra Pesavento, Tau Golin, Jorge Eusébio Assumpção, Spencer Leitman e tantos outros serão marginalizados?

Até quando nossas crianças serão doutrinadas com cartilhas contando só meias verdades?

Até quando a rebelião dos proprietários será apresentada como uma revolução de todos?

Até quando mentiremos para nós mesmos?

Até quando precisaremos nos alimentar dessa ilusão?

Até quando viveremos assim?

https://www.geledes.org.br/ate-quando-vamos-endeusar-a-revolucao-farroupilha/

terça-feira, 2 de junho de 2020

Absolvido pela Ciência


A cada dia que passa me convenço que de fato não existe nada mais sábio do que a ciência.
Hoje pela manhã tirei sem querer o fio do carregador do celular que estava carregando a bateria e no estilo Samuel L. Jackson mandei logo um impensável e desnecessário motherfucker. Imediatamente fiquei me indagando, puxa quem poderia ter se sentido ofendido? Pois bem, me sentindo meio desconcertado comigo mesmo em seguida abro uma matéria da Superinteressante que serve de lenitivo ao meu destempero e, ao mesmo tempo, servirá de justificativa plausível para todos meus futuros motherfucker ou outros palavrões equivalentes. O título da matéria da Super, Xingar em voz alta, de fato, diminui a dor, por si só já explica em quase tudo meu álibi. Melhor ainda porque o subtítulo consigna expressamente: E não adianta usar qualquer palavra. Um estudo mostrou que palavrões mais pesados provocam mais alívio do que outros mais “leves”. Ainda que há muito tempo seja um assinante da Superinteressante não me recordo de outra matéria elaborada por Maria Clara Rossini, mas confesso que tenho vontade de agradecer a ela e a Alexandre Versignassi, Diretor de Redação.
O único detalhe que não gostei muito é a ressalva feita com relação à frequência, pois a matéria registra expressamente que: “A frequência com que se fala palavrão também influencia a percepção de dor: quem não costuma xingar percebe um aumento de tolerância a dor nesses testes, em comparação a quem tem a boca suja.” Em suma, somente alguns palavrões poderão ser justificados.
Agora me vem à mente uma indagação: se a utilização de palavrões serve para aliviar a pessoa, que mal estava afligindo tanto o Bolsonaro para ele utilizar tantos palavrões na reunião ministerial?
Pqp, deve ser muita merda!
(acabo de esgotar meu limite diário de palavras de baixo calão, ah tá, foda-se! Compensarei amanhã).
Por fim, viva a ciência!
A matéria da Superinteressante pode ser lida no seguinte endereço:


domingo, 31 de maio de 2020

Gigante pela própria natureza

É difícil sequer de imaginar a magnitude do Universo quando a ciência descobre que a Via Láctea é só uma das 200 bilhões de galáxias que habitam o Universo que,  por sua vez, é uma esfera com 874 bilhões de trilhões de quilômetros de diâmetro;  ou seja, 93 bilhões de anos-luz.

sábado, 30 de maio de 2020

Visão Preambular


A Constituição da República Federativa do Brasil contém 250 artigos distribuídos em nove Títulos, expressos em números romanos. É a principal norma de nosso ordenamento jurídico, que foi concebida na segunda metade dos anos oitenta, mais exatamente após o final do período de ditadura e abertura política, momento assinalado com a eleição indireta de Tancredo Neves, ocorrida em 1985, que nem mesmo chegou a assumir o posto, tendo sido empossado em seu lugar José Sarney, então eleito como Vice-Presidente.
Os integrantes da Assembleia Nacional Constituinte foram eleitos nas eleições gerais realizadas em 1986. Foi um período no qual o PMDB, nascido do MDB, oposição durante o regime militar e antagonista da Aliança Renovadora Nacional, a Arena, que foi sucedida pelo PDS, atingiu um domínio político nunca visto, tendo eleito praticamente todos os Governadores, a maioria absoluta dos Deputados e Senadores e alcançado uma supremacia também em quase todos os municípios do Brasil. Nas campanhas eleitorais os materiais de divulgação mostravam a sigla PMDB destacada com grande tamanho, seguida do nome do candidato, enquanto isso, as campanhas dos candidatos do PDS apresentavam uma sigla em tamanho ínfimo, quase inexistente, constando apenas para satisfazer as exigências legais, que era precedida do nome do candidato, com grande destaque. Nelson Marchezan, o pai, foi um político que não se mostrava muito simpático ou afável, pelo contrário, apresentava uma postura rígida, árduo defensor de suas ideias com propostas bem objetivas e que até o fim se manteve fiel à Arena e ao partido sucessor, o PDS. Podia-se discordar de tudo que ele defendia, por ser, como Brizola denominava os Arenistas, “filhote da ditadura”, mas é impossível fazer sequer uma crítica tanto à sua fidelidade partidária como ao denodo que dedicava à luta empreendida.
Além dessa percepção pessoal, me recordo de naquele pleito ter votado no meu colega de Direito, o então Capitão Reuvaldo Vasconcellos, que concorreu a uma vaga de Vereador em Porto Alegre, para o qual fiz campanha informal distribuindo folhetos, e para Deputado Estadual em Monks, que me foi indicado pelo próprio Reuvaldo. Monsks se elegeu, para a sorte da Brigada Militar e da segurança pública do Estado do Rio Grande do Sul faltaram alguns votos para Reuvaldo se eleger.
Estudamos praticamente durante todo o curso sob a vigência da Constituição revogada, a Emenda Constitucional de 1969, posto que a Constituição Federal vigente foi promulgada em 05 de outubro de 1988 e nossa turma finalizou o curso justamente no segundo semestre de 1988.
Hoje, ao ler apenas o Preâmbulo da Constituição Federal vigente se percebe com muita facilidade o norte seguido pelo legislador constituinte.
O preâmbulo constitucional não apenas nos dá a luz do caminho trilhado e a indicação para a sociedade dos princípios que devem ser seguidos, mais do que isso, igualmente é um texto por demais inspirador.
O primeiro elemento que salta aos olhos é a instituição do Estado Democrático, duas palavras que isoladamente dizem alguma coisa, contudo, harmonizadas, por si sós passam a dizer muito, pois traduzem o sentimento nutrido pela Nação naquele período histórico, petrificando na Norma Hipotética Fundamental (Kelsen) a morte de todo o período militar, do regime ditatorial e assegurando ao futuro de todos os brasileiros o direito de serem protagonistas de sua história.
O Preâmbulo indica os principais direitos assegurados no texto constitucional, entre eles, como valores supremos, bem-estar, igualdade, e justiça, de uma sociedade pluralista, fraterna e sem preconceitos, fundada na harmonia.
Todos os cidadãos, principalmente os que exercem cargos públicos, mais ainda eletivos, deveria, ao menos uma vez na vida, ler e pensar profundamente sobre os valores assinalados no Preâmbulo da nossa Constituição Federal e a partir dele buscar inspiração para fiscalizar seus próprios atos de cidadania e seus compromissos na condição de eleitor. Só assim poderá contribuir para fazer a sociedade mais justa e um pais melhor.
Vida longa e próspera a todos.
Sergio Luiz Teixeira Braz - advogado
OAB/RS 26.555
sergioltbraz@gmail.com