Seria o futebol desporto de tempos anteriores aos de Cristo?
Afirma-se que na China o Imperador Cheng-ti foi notável amador de futebol. Esteve ele no trono em época anterior à de Cristo.
Há historiadores que colocam o fetebol, no Japão, por volta de 2500 a.C.
Entre os gregos antigos via-se o episkiros, que parece ter sido o antepassado europeu do futebol. Diz-se ainda que o conhecido jogo passou da Grécia para a Itália em 1500 a.C.
O futebol que se conhece é um jogo tipicamente inglês.
Vejam os leitores a interessantíssima narrativa do ilustrado escritor Bob Ferrier (A História do Futebo):
“O football associaction ou soccer, como é chamado numa expressão mais simples, é sem sombra de dúvida o mais antigo jogo nacional praticado na Grã-Bretanha. A juventude londrina jogava-o no século XII nos campos dos arredores de Londres, mas jogava-o igualmente em Convent Garden, no Strand e em Fleet Street, logradouros dentro da própria cidade. Os primórdios da história do futebol estão envoltos em brumas. Algumas formas do antigo futebol, praticado na Idade Média, sobrevivem em certos jogos ainda hoje disputados nas aldeias britânicas e em sua forma tradicional. Mas os primeiros passos do futebol moderno, que a Inglaterra iria exportar para o mundo inteiro, foram dados na primeira metade do século passado... Na década de 1930, um grande reformador de educação, Dr. Arnold de Rugby, mudou a estrutura das escolas públicas. Criou o sistema dos prefeitos e monitores, deu maior importância à religião e ao preparo religioso e estabeleceu rígidos códigos de disciplina escolar. Os jogos faziam parte de sua filosofia, jogos organizados, que se tornaram tão populares que todas as outras escolas e, posteriormente as universidades passaram a incluí-los como parte essencial do programa educativo. Esse foi o verdadeiro começo do futebol moderno. Mas as regras eram locais, ou regionais, estabelecidas muitas vezes ao sabor das circunstâncias, dependendo do campo disponível para o jogo, que era por vezes uma área fechada ou retângulo marcado de bandeiras. Em meados do século XIX, começou a esboçar-se a regulamentação do soccer, num grupo de que faziam parte escolas como as de Westminster, Charterhause, Eton, Harrow, Winchester e Shrewsburry, com pequenas variações de escola a escola, mas permanecendo sempre dentro do padrão de jogo com os pés, enquanto Rugby e as escolas que o apoiavam permaneceram fiéis ao futebol com as mãos, que veio finalmente a converter-se no rugby dos nossos dias.... Em 1846, o Regulamento de Cambridge foi elaborado e homologado. Em 1855, era instituído o Sheffield, o mais antigo clube de futebol que se conhece no mundo. Outros clubes foram surgindo e a criação de uma Liga de Futebol se tornou inevitável. Isso aconteceu em dezembro de 1863, mas não sem grandes brigas e grandes desentendimentos, que fizeram com que grupos inteiros de grêmios dela se retirassem e oito anos mais tarde, em 1871, fundasse a Rugby Union...”
Conclui a sua curiosa narrativa o escritor Bob Ferrier:
“O futebol difundiu-se por toda parte: em cada cidade, em cada vila da Grã-Bretanha, deixava ele a marca de sua passagem avassaladora... Em 1872, foi disputado o primeiro match entre a Inglaterra e a Escócia... Os marinheiros e os homens de negócio encarregaram-se de disseminar esse desporto... Operários da indústria petrolífera levaram o jogo à Romênia. Os estudantes ingleses levaram-no para a Alemanha. Os banqueiros e os engenheiros ferroviários, ao Brasil. Os comerciantes de lã e os exportadores de carne, ao Uruguai e à Argentina... E o primeiro jogo internacional, no estrangeiro, foi disputado contra a Alemanha em 1899. Em 1904, construiu-se a FIFA (Federação Internacional de Football Association) para encarregar-se da administração do futebol mundial...”
O futebol começou a popularizar-se no começo do século atual.
O jogo comum, praticado no Brasil e em numerosos outros países, é o association inglês.
As dimensões do terreno em que se joga tal futebol não devem ultrapassar 120 metros de comprimento e 90 metros de largura.
(Valdomiro R. Vidal, Novas Curiosidades, páginas 93/95)
Nenhum comentário:
Postar um comentário