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domingo, 10 de maio de 2026

Deixa a vida levar, leve eu, leve você, leve nós,... ...todos no mesmo barco.

Normalmente, quando pensamos ou falamos sobre sociedade, comunidade ou simplesmente utilizamos uma palavra que se refira a um contexto de coletividade, esse pensamento ou palavra nos conduz aos sujeitos responsáveis, assim, automaticamente colocamos o Estado, um órgão público ou um agente político como o sujeito protagonista,  seja para o bem, dessa forma concedendo a ele os aplausos, ou seja para o mal, nesse caso, acredito de maior incidência, jogando sobre ele a responsabilidade, muitas imprecações e considerado-o mau, um mau ou a personificação do mau. Enfim, colocamos o Poder Publico, seus órgãos e seus agentes em algum momento como heróis e em muitos outros como bandidos.

Entretanto, acontece que nos olvidamos de pensar e inserir nesse contexto de coletividade não apenas a iniciativa privada, tanto como conjunto, vale dizer, assim considerada como conjunto de pesosas físicas ou jurídicas, seja pertecente a um segmento (v. g. , comércio e indústria,) com o um grupo (v.  g., empresas, associações civis, clubes, entre outros) ou como individualidades (celebridades, filantropos, pessoas físicas comuns).


Particularmente sou simpático à utilização de parceria público-privada, contudo, por não ter amplo conhecimento acerca da forma como ela é praticada, seus requisitos legais e outros aspectos atinentes, não posso me declarar apaixonado por esse modelo. Assim sendo, temos um exemplo de como a ignorância pode impedir o nascimento de uma paixão e o florescimento de um amor. Culpa minha, só minha.


Pois bem, essa reflexão sobre público e privado, sua importâncias, a necessidade de conexão entre eles e todo o mais sobre esses aspectos não me vieram à mente do nada ou ao acaso, na verdade, essa situação me veio como uma inspiração provocada por duas matérias publicadas no jornal Hora do Rio de Janeiro.


A primeira matéria é sobre a doação de cães e de gatos na cidade de Nova Iguaçu. O primeiro passar de olhos sobre a matéria me lembrou que recentemente foi feito um evento semelhante, de menor proporção, no Shopping Bourbon Teresópolis, que na verdade é localizado no final da avenida Aparício Borges. Nesse mesmo instante me recordei que o pequenino evento foi feito em Terras Pampeanas por uma associação protetora de animais e imediatamente vi que o evento feito no Estado do Rio de Janeiro foi promovido pela Prefeitura de Nova Iguaçu. Aqui privado e lá público.


Em Porto Alegre,pelo que se drepreende do evento, uma proposta de doações mais humilde, parece-me que feita com poucos recursos privados, aparentemente sem recursos e apoio do Setor Público. Já em Nova Iguaçu, aparentemente doações proposta exclusivamente pelo Setor Público.


Dispensando maiores reflexões, deve-se admitir que a união dos setores interessados, privados e públicos, podem promover uma ação social mais ampla, com maior alcance e, possivelmente, com mais, maiores e melhores resultados, que, ao mesmo tempo, podem produzir impostantes efeitos pedagógicos, na medida em que não apenas tornaria pública a necessidade de consciência para proteção desses pobres animaizinhos desamparados, mas, também, podem dispertar no coração das pessoas a vontade de participar de alguma forma, não somente adotando, quiçá estimulando outras pessoas a fazê-lo, ainda, caso não tenha ou não possa participar adotando, promovendo a consciência social sobre o tema.


A outra matéria dá conta que o Instituto Zeca Pagodinho promove ação com o CIEE, em Xerém, para orientação e encaminhamento de jovens ao trabalho.


A matéria informa a realização de cadastramento em vagas de jovem aprendiz, estágios e para cursos gratuitos fe formação profissional.


Essa proposta demonstra que instituições privadas podem fazer muito pelas comunidades, como Zeca Pagodinho faz pela comunidade de Xerém, da qual ele pertence.


Cada ação social como essas (doação e proposta de emprego) possuem importante efeito pedagógico, estimulando outras pessoas a se engajarem em novas ações sociais, que acabam potencializando a criação de tantas outras, fazendo surgir e mangtendo um círculo virtuoso.


Pelo visto, Zeca Pagodinho não deixou simplesmente a vida levar, levou eu, bem como pode levar você e muitos outros para a prática de boas ações e, principalmente, para a construção de uma Sociedade mais justa, igualitária e livre de preconceitos, como determina nossa Constituição Federal.


Sergio Luiz Teixeira Braz

09/05/2026



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