O homem vive em busca de mais e maiores conhecimentos exclusivamente com o propósito de manter sua sobrevivência. Nesse sentido, conhecer significa sobreviver.
Busca conhecer o tempo, o espaço, a matéria, o pensamento,...; enfim, tudo que possa servir de arma contra sua extinção.
Pode não ser (acredito piamente que não o seja), mas o Homem não apenas pensa que é o centro do Universo, em verdade ele tem certeza absoluta disso.
Nos ordenamentos jurídicos das Nações o maior bem, o bem supremo, é a vida. Para proteger a sua o indivíduo pode até mesmo tirar a alheia. Matar o Homem pelo Homem.
Para se preservar o Homem tenta se instalar em outros planetas. Da mesma forma que as caravanas saiam do Velho Continente em busca de novas terras, novas riquezas, do Eldorado; atualmente o Homem está em busca de “Novos Mundos” estratosféricos (interplanetários), tanto no presente como no passado e no futuro. Estranho? Nem tanto!
O Homem estuda viajar no tempo. Físicos teóricos já estudaram (continuam estudando) e criaram teorias acerca da possibilidade de retornar ao passado e de saltar para o futuro. De prático somente constatou a impossibilidade dessa viagem insana.
O passado tem seu valor histórico e pedagógico, posto que o olhar atento, sobretudo aos erros, nos permite vislumbrar um futuro melhor. Basta que se tenha um pouco de inteligência e boa vontade para no presente não se repetir os erros do passado recente e remoto.
Curioso é que ao mesmo tempo em que olha para o Cosmo e tenta surfar nas ondas dos anéis de Saturno, o Homem olha para o seu umbigo e tenta entender o funcionamento do seu DNA. Vale dizer, olha para o Macro sem desgrudar os olhos do Micro.
Plutão, cujo nome nos dá a idéia de um grande planeta, foi rebaixado pelo Homem a uma planeta-anão. Espero que não haja revolta dos “plutonianos” e seja declarada guerra contra os terráqueos, com exigência de desagravo e pagamento de pesada indenização por essa grave ofensa. Afinal de contas, quem são os Homens e que lhes concedeu autoridade para rebaixar Plutão?
Ah, claro, o Homem é o Centro do Mundo. Ou seria dos Mundos? Do Universo? Dos Universos (que seriam Multiversos ou Poliversos)? Do Cosmo?
E se o Deus dos Plutonianos vier nos cobrar ou nos punir por essa ofensa? E se os Deuses de outros planetas e nebulosas se unirem a ele? Pobre Homem, tanta soberba por nada!
Na verdade o Homem é um nada no Multiverso. Menos do que um grão de areia do mar.
O Homem com sua incultura (ou seria acultura?) criou novos mundos, modificou o planeta, feriu a natureza, e agora pretende mudar sua genética (seria uma tentativa de evolução?) com o objetivo tentar alcançar (ou seria de conquistar?) “mares d’antes nunca navegados” do Cosmo.
A grande vantagem do Multiverso e para a felicidade geral do Cosmo é que desta vez o Homem não encontrará praias, alimentação natural farta, um ambiente acolhedor e nativos incultos e desprotegidos. O ambiente será hostil e ofertará ao Homem carência de recursos naturais, talvez ele encontre adversários conhecedores da maldade humana e preparados para enfrenta-los e talvez essa seja a forma de o Multiverso se proteger desse vírus perverso e nefasto que se autodenomina Humano e que se chama Homem.
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