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sexta-feira, 17 de junho de 2011

Eduardo e Mônica

Lendo jornais na internet encontrei um belo comentário de Dino Soraggi sobre a propaganda da Vivo para o dias dos namorados (um vídeo baseado na música Eduardo e Mônica da Legião Urbana), na coluna publicada no Diário de Araxá (http://www.diariodearaxa.com.br). Apenas para esclarecer, Araxá é uma cidade do interior de Minas Gerais.


publicado em 17/jun/2011 às 10h46
Eduardo e Mônica, e o foda-se
"Parabéns aos produtores do clipe de Eduardo e Mônica. Nota zero para os críticos de todas as artes."


A Vivo veiculou na semana passada via Youtube uma promoção para o Dia dos Namorados, um curta-metragem da música Eduardo e Mônica, da banda Legião Urbana, e virou “hit” (palavra da moda) na internet.
Muito bem editado e encaixado fielmente a canção, o vídeo já atingiu a marca de 5 milhões de visualizações. Mesmo quem não gosta de Legião Urbana se comoveu com o vídeo. O mesmo fenômeno aconteceu com a banda mais bonita da cidade, banda Indie, que fez uma bela montagem de imagens em sequência, que deu a sensação de que tudo foi filmado de uma vez. Há quem diga que é plágio e que a idéia já foi produzida em 2007 por uma banda chilena.
Houve críticas positivas e negativas. Assim como todo brasileiro, gostamos de achar defeito nos outros e disputar quem é o melhor. Somos criados para competir. Todos querem ser o “gostosão”, e se não é o bonzão, coloca defeito no rival e pronto. Um alívio imediato. Pelo acostamento desta estrada bulhufenta correm os de auto estima elevada, egos inflados, nunca são piores e seus trabalhos são impecáveis. Tem alto poder de acreditar e serem cheios de si. Os pessimistas de baixa autoestima, muita das vezes são considerados perdedores, pois preferiram não ser espertinhos pra conseguir levar vantagem no showbizz.
Cobrança por uma carreira, estudar, estudar, e estudar pra ser alguém na vida. E os pobres que não tem condição de estudar não são lembrados. Cada um por si. A diferença é que no Brasil vivemos pra trabalhar, e nos paises de primeiro mundo, eles trabalham pra viver. Ganham de salário mínimo 1.000 Euros e vivem tranquilos, sem sangue no olho. Lá, pintor é amigo de médico, não há diferença. Aqui, nem preciso dizer.
Na música, a ala do rock independente criticada como “os pseudos intelectualóides” e as bandas apadrinhadas da poderosa (TV Globo) insistem em sucessos de 25 ou 30 anos atrás, fazendo do revival um revival do revival. Ídolos na Record é um circo de bizarrices. Quando chega à parte final do programa, perde a graça, pois o que gostamos, é de ver os “alienígenas” que participam da fase classificatória do programa. E quem ganha o programa, não vai ser ídolo coisa nenhuma , assim, confirmado nas últimas edições. Quem quer ser o gostosão coloca o dedo aqui que já vai fechar...
É só dizer assim: foda-se. FODA-SE. E seja feliz. Lá no fim da estrada, tudo cai por terra e só nos resta à misteriosa morte.
Parabéns aos produtores do clipe de Eduardo e Mônica. Nota zero para os críticos de todas as artes.
O conteúdo assinado não reflete, necessariamente, a opinião do Diário de Araxá.

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