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quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Arquimedes - 287 a.C. - 212 a.C

"Chamem Arquimedes! Tragam-no depressa!" - Era Híeron II, soberano de Siracusa, quem o chamava para resolver problemas que nenhum outro poderia resolver.
Arquimedes nasceu no ano de 287 a.C. na cidade de Siracusa, na Sicília. Filho do astrônomo Fídias, desde pequeno foi apresentado à astronomia, que lhe despertou o interesse pela matemática e, mais especificamente, pela geometria. Ainda jovem, foi para o Egito estudar em Alexandria, berço de grandes pensadores e local onde se encontrava a mais famosa biblioteca de todos os tempos.
Ao retornar a Siracusa, tornou-se uma personalidade muito famosa, não por ser um parente distante do rei, mas pelos seus feitos grandiosos. Na verdade, chegavam a ser verdadeiros espetáculos. Imagine uma multidão curiosa observando, numa praia, um navio encalhado sendo levantado por um único homem, já em avançada idade, através de um aparelho feito da combinação de vários troncos de madeira. Ou ainda, retirando de uma estalagem um outro navio carregado de homens, utilizando apenas um sistema de roldanas.
Apesar dos trabalhos conhecidos de Arquimedes serem essencialmente práticos, ele dava mais valor aos seus trabalhos teóricos. Escreveu diversos tratados sobre geometria, tanto plana como espacial, onde se destacam seus trabalhos sobre cônicas, e também a famosa “espiral de Arquimedes”. Além disso, desenvolveu um método para trabalhar com números muito grandes e esteve muito próximo de descobrir o cálculo integral.
De todos os seus feitos, o mais famoso foi o episódio da coroa. A fim de agradar os deuses, Híeron II pediu a um joalheiro para que fizesse uma coroa, para a qual, forneceu uma certa quantidade de ouro. Ao receber do joalheiro, o projeto concluído, desconfiou que este o tentara enganar misturando prata à liga da coroa, ficando com parte do ouro para si. Imediatamente chamou Arquimedes, que já estava cansado de tantos pedidos, na maioria das vezes absurdos. O principal “nó” desse problema era a impossibilidade de se medir o volume da coroa, dada a complexidade do seu desenho. E foi na famosa “banheira” que Arquimedes percebeu que ao submergir uma parte do seu corpo, o nível de água subia e, de repente, percebeu a importância do que acabara de descobrir e gritou “Heureca, heureca” (Achei, achei). O fato de ele ter saído correndo sem roupas pelas ruas não tem comprovação. É mais provável que o povo da época tenha feito brincadeiras a respeito desse episódio, como ainda se costuma fazer com muitos cientistas. Arquimedes descobriu que o volume da coroa era o mesmo que o volume de água por ela deslocada quando submergida. E foi ainda mais longe, descobriu que todo corpo, quando mergulhado em um fluído, sofre uma força de baixo para cima e esta força tem o mesmo valor que o peso do fluído deslocado.
Assim, Arquimedes descobriu não só que o joalheiro havia enganado o rei, misturando prata à liga da coroa, como determinou a quantidade exata de prata utilizada. E como recompensa, Arquimedes pediu que fosse poupada a vida do joalheiro, pois, sem ele, não teria acontecido uma das maiores descobertas da Física. É importante citar também a importância de Arquimedes durante as guerras Púnicas, travadas entre Roma e Cartago pela soberania do Mediterrâneo. Uma das medidas tomadas por Arquimedes, que assumiu a coordenação da defesa de Siracusa, foi a construção de algumas “máquinas de guerra”. Algumas delas foram os lendários “espelhos de Arquimedes”, que serviam para concentrar os raios solares num determinado ponto que, ao contrário do que pensam muitos historiadores, não teriam sido utilizados para incendiar os navios romanos, mas sim para queimar e cegar os soldados que se aproximassem das muralhas. Além disso, construiu catapultas de precisão infalível e gigantescas alavancas com ganchos de ferro capazes de levantar navios para que, em seguida, caíssem e despencassem no mar.
Roma teve muito trabalho, mas finalmente tomou Siracusa em 212 a.C. Há muitas versões sobre morte de Arquimedes. Numa delas, um soldado romano, encarregado de levar Arquimedes à presença dos generais, o encontrou concentrado em alguns desenhos. Como Arquimedes não lhe deu atenção, o soldado se sentiu desafiado e o matou ali mesmo. Em outra versão, um soldado romano foi à casa de Arquimedes já com a intenção de matá-lo. Lá o encontrando, disse-lhe a que veio e Arquimedes respondeu-lhe que primeiro o deixasse terminar o que estava fazendo, pois não gostava de deixar nada por fazer. Numa terceira versão, um grupo de soldados encontrou Arquimedes carregando uma arca repleta de instrumentos e manuscritos que pretendia mostrar ao general romano e, suspeitando que ele estivesse escondendo alguma coisa de valor, ordenaram-lhe que entregasse a arca. Como Arquimedes se recusou, foi morto.
No ano seguinte da morte de Arquimedes, Roma dominaria a própria Grécia e a antiga cultura grega chegaria ao fim. O domínio romano não levou adiante os estudos iniciados, não só por Arquimedes como também por todos os outros pensadores gregos, mergulhando o mundo numa era onde a força era mais valorizada do que a cultura.

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